São Paulo tem alerta de tempestade; veja áreas afetadasWikimedia Commons

São Paulo tem alerta de tempestade; veja áreas afetadas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para risco de tempestade em diversas regiões do estado de São Paulo neste domingo. Segundo o órgão, a chuva pode chegar a 100 mm no dia e os ventos podem atingir até 100 km/h em algumas áreas, com possibilidade de queda de granizo, cortes de energia elétrica, alagamentos e queda de árvores.

De acordo com o Inmet, as regiões sob alerta de tempestade com maior grau de perigo são Bauru, Presidente Prudente, Marília, Itapetininga, Litoral Sul Paulista e Macro Metropolitana Paulista. Além de São Paulo, os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul também entraram em alerta no mesmo período, o que indica a formação de uma frente de instabilidade que avança pela região Sul e Sudeste do país, acompanhando um padrão típico de passagem de frente fria sobre o continente.

Há ainda um segundo nível de alerta, de menor intensidade, para outras áreas paulistas. Nesse caso, a previsão é de chuva de até 50 mm e ventos de até 60 km/h, com risco considerado baixo de cortes de energia, alagamentos e queda de galhos. As regiões incluídas nesse alerta mais branco são Presidente Prudente, Bauru, Araçatuba, Marília, Itapetininga e Assis, além do Litoral Sul Paulista e da Macro Metropolitana Paulista, áreas que aparecem simultaneamente nos dois níveis por abrangerem municípios distintos dentro de uma mesma macrorregião administrativa.

O Inmet publicou mapas detalhando a evolução prevista do fenômeno ao longo do domingo, mostrando uma primeira fase de chuva mais concentrada no período da manhã e uma segunda fase, com deslocamento da frente de instabilidade, a partir da tarde. A expectativa do órgão era de que as condições de risco se mantivessem elevadas até o início da noite, quando a frente deveria perder força ao avançar para o litoral.

Como funcionam os níveis de alerta do Inmet

ESPAÇO PUBLICITÁRIO 336x280 (após o 1º subtítulo)

O sistema de alertas do Inmet é dividido em três cores, que indicam o grau de perigo associado ao fenômeno meteorológico previsto. O alerta amarelo sinaliza perigo potencial, com possibilidade de chuvas intensas, mas ainda controláveis; o alerta laranja, usado neste caso para as regiões de maior risco, indica perigo já instalado, com recomendação de atenção redobrada da população; e o alerta vermelho, reservado às situações mais graves, aponta risco iminente à vida e ao patrimônio, geralmente acionado quando já há registro de estragos em andamento.

Esses boletins são produzidos a partir do cruzamento de dados de satélites, radares meteorológicos e modelos de previsão numérica, e são atualizados diariamente conforme a evolução das frentes de instabilidade. A metodologia do Inmet também leva em conta o histórico de ocorrências em cada microrregião, o que explica por que determinadas áreas, como a Macro Metropolitana Paulista, aparecem recorrentemente entre as mais citadas em alertas de tempestade severa ao longo do ano.

Em períodos de transição entre o inverno e o verão, como o observado em setembro, é comum que o choque entre massas de ar frio e quente produza tempestades mais severas, fenômeno que tem se tornado mais recorrente nos últimos anos em boa parte do Sudeste brasileiro. Meteorologistas associam esse aumento de frequência tanto à variabilidade natural do clima na região quanto a mudanças mais amplas no padrão de circulação atmosférica observadas nas últimas décadas.

Orientações de segurança para a população

ESPAÇO PUBLICITÁRIO 336x280 (após o 2º subtítulo)

A Defesa Civil recomenda que moradores das áreas sob alerta evitem se abrigar debaixo de árvores durante temporais, já que há risco de queda e de descargas elétricas associadas aos raios. Também não é recomendado estacionar veículos próximos a torres de transmissão de energia ou a placas de propaganda de grande porte, estruturas que podem ceder sob rajadas de vento mais fortes.

Outra recomendação frequente em boletins como esse é evitar a circulação de veículos em vias historicamente alagáveis durante o pico da chuva, já que o volume de água pode subir rapidamente em poucos minutos, surpreendendo motoristas que normalmente trafegam por essas rotas sem problemas em dias de tempo estável. Moradores de imóveis próximos a encostas também são orientados a redobrar a atenção a sinais de instabilidade do solo, como rachaduras ou escorrimento de água em taludes.

Em situações de risco iminente, como alagamentos repentinos ou queda de estruturas, a orientação é procurar imediatamente a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193. Moradores de áreas historicamente sujeitas a enchentes, especialmente na Macro Metropolitana Paulista, devem redobrar a atenção durante o período chuvoso, monitorando os canais oficiais de meteorologia e evitando deslocamentos desnecessários enquanto durar o alerta.

Prefeituras das regiões mais afetadas costumam reforçar, em dias de alerta laranja, as equipes de plantão de órgãos de limpeza urbana e de manutenção da rede elétrica, de forma a reduzir o tempo de resposta em caso de quedas de árvores sobre fios ou obstrução de bocas de lobo por entulho. A recomendação de especialistas em gestão de risco é que o monitoramento de boletins atualizados continue mesmo depois da passagem da frente de instabilidade, já que solos saturados por chuva intensa permanecem instáveis por algumas horas, aumentando o risco de deslizamentos em encostas mesmo após o fim da precipitação mais forte.

Alertas como esse se tornaram mais frequentes em São Paulo durante os meses de transição entre inverno e verão, período em que o choque entre massas de ar de diferentes temperaturas tende a gerar sistemas convectivos de rápida formação e curta duração, mas com potencial destrutivo elevado em poucas horas. Órgãos municipais de defesa civil costumam reforçar, nesses períodos, campanhas de orientação à população sobre sinais de risco em moradias próximas a córregos e encostas, justamente para reduzir o número de vítimas em episódios de curta duração, mas de intensidade imprevisível. Com informações da Jovem Pan e da Estadão Conteúdo.

CATEGORIAS
Compartilhar

COMENTÁRIOS