Wikimedia Commons (CC BY 3.0)Janja e Paula Lavigne acompanham audiência sobre bets no STF
A primeira-dama Janja da Silva e Paula Lavigne, esposa do cantor Caetano Veloso, acompanharam nesta terça-feira (3) a audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a proibição das casas de apostas esportivas (bets) no Brasil. A informação foi divulgada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) em suas redes sociais.
Segundo Janones, a presença das duas seria uma forma de preencher o que ele descreveu como uma ausência de “representantes da sociedade civil” na audiência, embora nenhuma das duas estivesse no cronograma oficial de expositores do evento. “O povo não precisa ser convidado para ser ouvido”, escreveu o deputado, que também afirmou que a militância estaria “acompanhando tudo e denunciando qualquer manobra sorrateira para liberar a atuação das bets novamente”.
Janja foi apontada pelo setor de apostas como uma das vozes mais influentes por trás da medida provisória que baniu as casas de apostas às vésperas do segundo turno das eleições, decisão hoje questionada judicialmente pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) em uma ação direta de inconstitucionalidade.
Até o governo admite necessidade de rever a proibição
A audiência, conduzida pelo ministro Luiz Fux, relator da ação, ocorre num momento em que a própria Advocacia-Geral da União (AGU) já reconheceu que os fatos em discussão no processo “recomendam a atualização da instrução”. Para representantes do setor de apostas, se o próprio governo admite a necessidade de entender melhor o caso antes de seguir adiante, a consequência lógica seria preservar a situação anterior à proibição até que a questão seja mais bem esclarecida.
A audiência reúne ao longo do dia representantes de ministérios (Fazenda, Esporte, Justiça e Saúde), da Procuradoria-Geral da República, de entidades como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), além de associações ligadas tanto à defesa quanto à crítica do setor de apostas.
A proximidade de Janja com pautas que tramitam no Judiciário, mesmo sem qualquer papel institucional formal, tem sido alvo recorrente de questionamentos sobre os limites entre a atuação pessoal da primeira-dama e as competências dos poderes constituídos.
Com informações de Gazeta do Povo.
