BYD aposta em SUVs e mira o pódio de vendas

BYD aposta em SUVs e mira o pódio de vendas

A BYD projeta ultrapassar a marca de 300 mil veículos vendidos no Brasil em 2027 e mira o pódio do ranking nacional de montadoras, segundo dados da Autodata repercutidos pelo site Notícias Automotivas. A meta da fabricante chinesa se apoia no crescimento recente dos emplacamentos e na ampliação da produção na fábrica de Camaçari, na Bahia.

Até outubro deste ano, a BYD já ocupa a quarta posição no ranking de vendas do país, com 9,7% de participação de mercado, um avanço de quatro posições em relação ao oitavo lugar em que a marca terminou 2025. O ritmo de crescimento ajuda a explicar a ambição declarada pela empresa para o próximo ano.

Fábrica da Bahia ganha mais etapas de produção

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A planta de Camaçari foi erguida no terreno de uma antiga fábrica da Ford, desativada em 2021, e representa o maior complexo da BYD fora da Ásia. O investimento inicial chegou a R$ 5,5 bilhões, em uma área de 4,6 milhões de metros quadrados, com potencial para gerar até 20 mil empregos diretos, segundo dados divulgados pela própria montadora e por veículos como a CNN Brasil. A unidade foi inaugurada com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um dos símbolos do movimento de reindustrialização que o governo tenta associar à chegada de fabricantes chinesas ao país.

Parte da estratégia da BYD depende diretamente da planta baiana, onde a montadora amplia as atividades de soldagem, pintura e montagem final para produzir mais etapas dos veículos em território nacional. Segundo a empresa, o índice de nacionalização dessas etapas deve atingir 50% no início de 2027, avanço ligado à expansão da operação industrial em Camaçari.

Um dos modelos já fabricados no complexo baiano é o Atto 2, SUV híbrido plug-in flex cuja pré-venda começou em julho, com preço inicial de R$ 149.990. De acordo com Henrique Antunes, diretor comercial da BYD para picapes, o modelo acumula sete mil comercializações desde a abertura das reservas, das quais mais de 2,5 mil ocorreram apenas em outubro. As entregas começaram em setembro e o Atto 2 já ocupa quase toda a linha de produção em Camaçari, com meta de ao menos 30 mil unidades vendidas por ano.

Novos modelos reforçam a ofensiva da marca

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A montadora também aposta na picape híbrida plug-in flex Mako, apresentada como o primeiro projeto da BYD desenvolvido e fabricado integralmente no Brasil, com expectativa de 20 mil vendas anuais. A estratégia para os próximos anos inclui ainda ampliar a rede de recarga rápida nas principais rodovias do país e levar motorizações híbridas flex a todos os modelos produzidos na Bahia.

Outro nome que pode entrar nessa lista é o Dolphin G, elétrico que a empresa avalia transformar em versão híbrida flex, batizada internamente de Dolphin GT. A Agência AutoData já havia informado em julho que o lançamento poderia ocorrer no primeiro trimestre de 2027, com a possibilidade de a produção também ocorrer em Camaçari, rodando com etanol. Hoje, o modelo de maior volume da marca é o Dolphin Mini, com propulsão exclusivamente elétrica, autonomia de 220 km e demanda mensal estimada em 10 mil unidades.

Disputa acirrada com rivais chinesas no varejo brasileiro

A concorrência entre as marcas chinesas no mercado brasileiro tem ficado cada vez mais apertada. Em reportagem publicada no mesmo período, o Notícias Automotivas mostrou que a GWM Haval H6, vendida entre R$ 199 mil e R$ 326 mil, fechou outubro a apenas 100 unidades de distância do Dolphin Mini, evidenciando como a disputa por espaço entre fabricantes chinesas tem se tornado um dos capítulos mais movimentados do setor automotivo nacional neste fim de ano. O próprio Dolphin Mini, carro de entrada da BYD, também acelerou no mês, com projeção de cerca de 5,2 mil emplacamentos na parcial de outubro, cifra 55% acima da média mensal do modelo, segundo o mesmo veículo especializado.

Ambição de chegar ao segundo lugar em 2027

Na avaliação de Antunes, as vendas dos modelos de entrada somadas aos utilitários esportivos sustentam a escalada da marca na classificação geral do mercado brasileiro. A companhia prevê fechar 2026 com mais de 200 mil emplacamentos, consolidando a quarta colocação, e considera possível avançar ainda mais em 2027, podendo alcançar até o segundo lugar entre as marcas mais vendidas do país.

Os números recentes dão dimensão da ambição. De janeiro a outubro, a BYD emplacou 193,2 mil veículos no Brasil, crescimento de 120% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Somente em outubro, as vendas da marca somaram 21,4 mil unidades, resultado 137,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, ano em que a montadora havia vendido 112 mil veículos no total no país.

Com informações de Notícias Automotivas, Autodata e CNN Brasil.

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