Chá para ovário policístico: conheça 5 opções e o que a ciência dizWikimedia Commons (CC BY-SA 4.0, ianakoz)

Chá para ovário policístico: conheça 5 opções e o que a ciência diz

A síndrome dos ovários policísticos, antiga SOP, pode afetar até 10% das mulheres em idade reprodutiva, causando sintomas como irregularidade menstrual, acne, ganho de peso e excesso de pelos. Em maio de 2026, a condição passou a ser chamada oficialmente de síndrome ovariana metabólica poliendócrina (Somp), uma mudança de nome que busca deixar de focar apenas nos cistos ovarianos, já que eles não aparecem em todas as pacientes.

Diante dos incômodos da condição, é comum que mulheres recorram a chás e infusões na tentativa de aliviar os sintomas. Mas o que a ciência realmente sabe sobre essas bebidas?

Cinco chás populares e o que mostram os estudos

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A hortelã é frequentemente associada a uma suposta ação antiandrogênica, que ajudaria a reduzir o excesso de pelos. No entanto, estudos controlados não confirmaram esse efeito de forma consistente, e a melhora relatada por algumas usuárias pode estar ligada ao efeito placebo.

A canela é apontada como aliada no controle da resistência à insulina e na regulação do ciclo menstrual. Ela de fato contém compostos com esse potencial, mas a maior parte das pesquisas utiliza extratos concentrados, muito mais potentes do que a infusão caseira.

O chá verde costuma ser vendido como auxiliar para perda de peso, mas nenhuma bebida tem esse efeito isoladamente. O que pode ocorrer é uma redução temporária de peso pela ação diurética da cafeína, relacionada à eliminação de líquidos, e não à queima de gordura.

A camomila é associada a propriedades antiespasmódicas e anti-inflamatórias que ajudariam a aliviar desconfortos ligados à menstruação irregular, mas ainda faltam estudos robustos que confirmem esse benefício especificamente na forma de chá.

Já o gengibre reúne as evidências mais consistentes entre as cinco opções, com potencial anti-inflamatório e alguma contribuição para a melhora da resistência à insulina, embora o efeito observado nas pesquisas seja considerado modesto.

Chá não substitui tratamento médico

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Segundo especialistas consultados pela reportagem original, nenhum chá é capaz de tratar a Somp ou substituir a terapia prescrita por um médico. A maioria dos estudos disponíveis avalia extratos concentrados das plantas, e não a infusão caseira consumida no dia a dia, o que limita a comparação direta entre o que foi testado em laboratório e o que chega à xícara.

Isso não significa que essas bebidas sejam inúteis. Elas podem funcionar como um complemento agradável à rotina, trazendo algum conforto diante de sintomas pontuais, desde que o acompanhamento médico continue sendo a base do tratamento. Mulheres com suspeita ou diagnóstico da síndrome devem buscar orientação profissional para definir a abordagem terapêutica mais adequada ao seu caso, que pode incluir mudanças de estilo de vida, medicações específicas e acompanhamento endocrinológico e ginecológico contínuo.

Com informações de Veja Saúde.

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