Wikimedia Commons (CC BY 4.0, Corvettec6r)Triumph cobra R$ 32 mil para consertar moto de R$ 30 mil; caso para na justiça
Um caso envolvendo a Triumph chegou à Polícia Civil e ao Procon depois que uma concessionária autorizada da marca no Rio de Janeiro apresentou um orçamento de mais de R$ 32 mil para reparar uma motocicleta Speed 400, modelo que custa R$ 29.990 na versão zero-quilômetro. O valor cobrado supera o preço da própria moto nova.
O proprietário, identificado como Matheus do Nascimento Varizo, é cliente da Triumph Rio Barra e relatou publicamente a situação no final de outubro, após meses de idas e vindas à concessionária. Segundo ele, a moto já acumula mais de 100 dias parada, somando os diferentes períodos em que ficou fora de uso para manutenção.
Problemas começaram ainda na primeira revisão
De acordo com o relato, o primeiro ruído anormal no motor foi registrado com apenas 1.145 km rodados, pouco depois da primeira revisão programada. A partir daí, a lista de falhas foi crescendo: aos 11.484 km, a moto passou a perder potência, desligava em movimento e acendia a luz de injeção, chegando a não superar os 80 km/h.
O dono também relatou falhas intermitentes no sistema ABS e no controle de tração, incluindo um episódio em que a roda traseira travou em movimento, provocando a queda do condutor. A avaria mais grave, que tirou a moto de circulação até hoje, ocorreu em agosto deste ano, quando o motor apresentou novo problema.
Concessionária nega garantia por suposta falta de revisão
A Triumph Rio Barra negou a cobertura de garantia alegando ausência das revisões programadas para os 16 mil km e os 32 mil km, além de uma suposta falta de lubrificação adequada. O proprietário contesta essa justificativa e afirma possuir notas fiscais de manutenção e troca de óleo realizadas aos 15.270 km e aos 29.582 km, a última delas cerca de um mês antes da quebra do motor.
O episódio não é isolado. Levantamento feito no Reclame Aqui mostra que, apenas entre abril e setembro deste ano, a Triumph Motorcycles recebeu 273 reclamações de consumidores brasileiros, respondendo a 96,7% delas e solucionando 83,9% dos casos, o que mantém a marca com reputação “Boa” na plataforma, mas evidencia que problemas recorrentes de garantia e atendimento têm gerado desgaste entre proprietários da linha 400, produzida em parceria com a indiana Bajaj.
O caso de Matheus segue sem solução definitiva e já foi formalizado tanto na esfera policial quanto no órgão de defesa do consumidor, enquanto a concessionária não esclareceu ao proprietário os motivos técnicos que levaram ao orçamento de reparo superior ao valor da própria motocicleta.
Com informações de AutoPapo.
