Anvisa aprova mais 5 canetas contra obesidade e diabetes; total chega a 20 em 2026Wikimedia Commons

Anvisa aprova mais 5 canetas contra obesidade e diabetes; total chega a 20 em 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quinta-feira (29) mais cinco canetas injetáveis contra obesidade e diabetes, à base de liraglutida e semaglutida. Com os registros publicados no Diário Oficial da União, o número de medicamentos dessa classe autorizados pela Anvisa em 2026 chega a 20.

A queda das patentes da liraglutida e da semaglutida possibilitou a ampliação da oferta das chamadas canetas emagrecedoras nas farmácias brasileiras. Das cinco novas aprovações, três são indicadas para controle do diabetes e duas para o tratamento da obesidade, associadas a exercícios físicos e mudanças na alimentação.

Quais são as novas canetas aprovadas

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Foram aprovadas a Aribet (liraglutida, para diabetes), a Lyrza e a Wylovol (ambas liraglutida, para obesidade), todas com registro concedido à Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos e fabricação pela indiana Biocon. Também foram liberadas a Embeltah (semaglutida, para diabetes), com registro da Dr. Reddy’s Farmacêutica do Brasil, e a Sevema (semaglutida, para diabetes), registrada pela Aché Laboratórios, ambas fabricadas pela indiana OneSource Specialty.

Segundo a Anvisa, a prioridade nas avaliações atende a um pedido do Ministério da Saúde e busca garantir o abastecimento do mercado nacional, considerando também as futuras necessidades do Sistema Único de Saúde e o incentivo à fabricação local dessa classe de medicamentos.

Expansão da indústria farmacêutica indiana no Brasil

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As novas aprovações ampliam as opções de canetas fabricadas na Índia disponíveis no mercado brasileiro. Antes, a única aprovada nessa origem era a Semavy, produzida pela Sun Pharmaceutical Industries e já disponível nas farmácias. Segundo estimativa da consultoria Grand View Research, o mercado de medicamentos peptídicos na Índia movimentou cerca de US$ 1,13 bilhão em 2025 e pode alcançar US$ 2,65 bilhões até 2033, o que explica o investimento crescente das farmacêuticas indianas em capacidade de produção voltada a injetáveis complexos e terapias à base de GLP-1.

Com informações de Veja Saúde.

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